Os RPGs clássicos que moldaram o gênero

Lendas da Aventura: Os RPGs Clássicos Que Criaram o Gênero Que Amamos!

E aí, galera do Canal do Gabriel! Tudo em ordem? O Gabriel sempre traz as novidades mais quentes do mundo dos games, mas hoje a gente vai pegar uma máquina do tempo e viajar para o passado. Vamos mergulhar nas raízes de um dos gêneros mais amados e influentes de todos: o RPG (Role-Playing Game).

Seja você um fã de carteirinha de The Witcher 3, um explorador de Elden Ring, ou um mestre estrategista em Persona 5, saiba que todos esses jogos incríveis têm suas bases em verdadeiros titãs do passado. Eles não só definiram o que é um RPG, mas também moldaram a indústria dos games como um todo.

Então, prepare seu inventário, afie sua espada e venha com a gente nessa aventura épica para descobrir os RPGs clássicos que moldaram o gênero!

O Que é um RPG, Afinal?

Antes de mais nada, vamos rapidinho entender o que estamos falando. Um RPG, ou Jogo de Interpretação de Papéis, é um tipo de jogo onde você assume o controle de um ou mais personagens, embarca em uma história, toma decisões, evolui habilidades, coleta itens e, geralmente, salva o mundo ou realiza uma grande jornada. A característica principal é a progressão do personagem e a narrativa imersiva. Simples assim!

A Gênese: Onde Tudo Começou (e Não Foi Num Computador!)

Dungeons & Dragons (A Semente de Tudo)

Embora não seja um videogame, seria um crime falar de RPGs sem mencionar Dungeons & Dragons (D&D). Criado por Gary Gygax e Dave Arneson em 1974, D&D é o pai de todos os RPGs, sejam eles de mesa ou eletrônicos.

Como Moldou o Gênero: D&D estabeleceu conceitos fundamentais que seriam a base para praticamente todo RPG que viria depois:

  • Classes de Personagem: Guerreiros, magos, ladrões – a escolha da sua função na equipe.
  • Níveis de Experiência: A ideia de que seu personagem fica mais forte ao completar desafios.
  • Atributos: Força, inteligência, destreza e carisma para definir suas capacidades.
  • Pontos de Vida (HP): Quanto dano você pode aguentar antes de cair.
  • Combate por Turnos: Estratégia e planejamento a cada rodada.
  • Exploração de Masmorras (Dungeons): Labirintos cheios de monstros e tesouros.
  • Narrativa e Escolhas: A liberdade de um Mestre de Jogo (ou GM) para criar mundos e permitir que os jogadores moldem a história.

Legado e Influência: A influência de D&D é imensurável. Ele literalmente deu o vocabulário e o esqueleto para os primeiros designers de jogos de computador criarem suas próprias versões eletrônicas de aventura e interpretação de papéis.

Curiosidade: Muitos dos primeiros desenvolvedores de RPGs eram jogadores assíduos de D&D e simplesmente queriam recriar essa experiência em seus computadores rudimentares.

Os Pioneiros Digitais: Nascem os CRPGs

Nos anos 80, com a popularização dos computadores pessoais, a ideia de D&D migrou para as telas. Assim nasceram os CRPGs (Computer Role-Playing Games), os avôs de todos os RPGs eletrônicos.

Ultima Series (A Grande Jornada e a Moralidade)

A série Ultima, criada por Richard Garriott (Lord British), é uma das mais importantes e duradouras da história dos RPGs. O primeiro Ultima foi lançado em 1981, mas a série realmente brilhou por sua inovação contínua.

Como Moldou o Gênero:

  • Mundo Aberto (para a época): Ultima ofereceu um senso de exploração e liberdade que era raro. Você podia viajar por um mapa-múndi vasto, visitar cidades, falar com NPCs e entrar em masmorras.
  • Progressão Complexa: Introduziu sistemas de magia e combate mais elaborados.
  • Moralidade e Virtudes (Ultima IV: Quest of the Avatar - 1985): Este jogo foi revolucionário! Em vez de apenas ser um herói que mata monstros, Ultima IV pedia ao jogador que incorporasse virtudes como honestidade, compaixão e coragem para se tornar o "Avatar". Suas ações tinham peso moral.
  • Interação com NPCs: Personagens não-jogáveis com rotinas diárias e mais opções de diálogo.

Legado e Influência: Ultima influenciou diretamente a criação de mundos persistentes, a importância das escolhas do jogador e a profundidade moral em muitas histórias de RPG. Jogos como Fable e Mass Effect devem muito à sua visão.

Dica: Ultima IV é considerado por muitos como um dos maiores RPGs de todos os tempos. É possível encontrá-lo para jogar em emuladores e é uma aula de design de jogos.

Wizardry (A Força do Dungeon Crawler)

Lançado em 1981, Wizardry é outro pilar dos CRPGs ocidentais. Diferente de Ultima, ele se concentrava mais na exploração de masmorras e no combate tático.

Como Moldou o Gênero:

  • Visão em Primeira Pessoa: Você controlava seu grupo de heróis explorando masmorras 3D (ainda que rudimentares para a época), o que aumentava a imersão e a sensação de perigo.
  • Criação de Grupo (Party): Você montava sua equipe com diferentes classes (guerreiros, magos, sacerdotes, ladrões) e gerenciava suas habilidades e equipamentos.
  • Combate Desafiador por Turnos: Conhecido por sua dificuldade, exigia estratégia e bom planejamento para sobreviver.
  • Permadeath (Morte Permanente): Em alguns jogos da série, a morte de um personagem era, de fato, permanente, adicionando um nível de tensão e importância às suas decisões.

Legado e Influência: Wizardry foi incrivelmente influente, especialmente no Japão. Muitos dos criadores dos futuros JRPGs (como Dragon Quest e Final Fantasy) jogaram e foram inspirados por Wizardry, pegando emprestado seu sistema de grupo, combate por turnos e progressão de personagens.

Curiosidade: A série Etrian Odyssey no Nintendo DS e 3DS é uma homenagem direta e moderna ao estilo Wizardry de dungeon crawling em primeira pessoa.

A Ascensão do Sol Nascente: Nascem os JRPGs

Enquanto o Ocidente explorava a liberdade dos CRPGs, o Japão estava desenvolvendo sua própria abordagem, com foco em narrativas mais lineares, personagens cativantes e um estilo visual distinto. Nasciam os JRPGs (Japanese Role-Playing Games).

Dragon Quest (O Blueprint do JRPG)

Lançado no Japão em 1986 (como Dragon Warrior na América do Norte), Dragon Quest é considerado por muitos como o pai do JRPG. Criado por Yuji Horii, com design de personagens de Akira Toriyama (Dragon Ball) e música de Koichi Sugiyama, ele se tornou um fenômeno cultural.

Como Moldou o Gênero:

  • Narrativa Acessível: Uma história clara de um herói que precisa salvar uma princesa e derrotar o Rei Dragão.
  • Sistema de Combate por Turnos Simplificado: Fácil de entender, mas com profundidade.
  • Encontros Aleatórios: Aquele momento que você está andando e, PÁ!, uma batalha começa.
  • Progressão Linear: Guiando o jogador por uma aventura épica.
  • Mundo Fantástico Cativante: Com cidades, castelos, masmorras e um mapa-múndi para explorar.

Legado e Influência: Dragon Quest definiu a estrutura clássica de um JRPG: um herói mudo, um vilão maligno, um mundo a ser salvo, e o ciclo de explorar, lutar e subir de nível. Sua fórmula foi replicada e refinada por inúmeros jogos, incluindo o próprio Final Fantasy.

Curiosidade: Dragon Quest III (1988) foi tão popular no Japão que seu lançamento causou tamanha comoção que o governo japonês teve que intervir e pedir para a Enix (hoje Square Enix) lançar os futuros jogos apenas nos fins de semana para evitar que os estudantes faltassem às aulas e os trabalhadores ao emprego.

Final Fantasy (A Evolução Cinematográfica)

Lançado em 1987, Final Fantasy foi criado por Hironobu Sakaguchi e a Square (hoje Square Enix). Inicialmente um "último esforço" para a empresa à beira da falência, ele se tornou uma das maiores franquias da história dos jogos.

Como Moldou o Gênero:

  • Narrativas Mais Complexas e Emocionais: Desde o primeiro jogo, Final Fantasy buscou histórias mais elaboradas, com reviravoltas e personagens mais desenvolvidos.
  • Sistema de Classes Flexível: Embora tenha variado muito ao longo da série, FFI já permitia uma customização interessante do grupo.
  • Inovação Constante: Cada Final Fantasy tentava trazer algo novo, seja no sistema de combate (como o ATB - Active Time Battle de FFIV), na forma de contar a história ou nos gráficos.
  • Apresentação Cinematográfica (Final Fantasy VII - 1997): FFVII foi um divisor de águas. Com gráficos 3D revolucionários para a época, cenas pré-renderizadas (FMVs) que pareciam filmes, uma trilha sonora orquestral e uma história madura e complexa, ele levou os JRPGs a um novo patamar de produção e popularidade global.

Legado e Influência: Final Fantasy elevou a barra para a produção de jogos, mostrando que RPGs podiam ser tão imersivos e cinematográficos quanto filmes. Ele popularizou o gênero JRPG em todo o mundo e influenciou gerações de desenvolvedores com suas narrativas épicas, personagens icônicos e inovações mecânicas.

Dica: Os Final Fantasy Pixel Remasters são uma excelente forma de experimentar os seis primeiros jogos com gráficos e som atualizados, mas mantendo a essência original. E Final Fantasy VII Remake (e Rebirth) mostram como a história original ainda é relevante e pode ser expandida.

Chrono Trigger (A Perfeição do JRPG)

Lançado em 1995 para o Super Nintendo, Chrono Trigger é frequentemente citado como um dos maiores JRPGs de todos os tempos. Foi o produto de um "dream team" de desenvolvedores, incluindo Yuji Horii (Dragon Quest), Hironobu Sakaguchi (Final Fantasy) e Akira Toriyama (Dragon Ball).

Como Moldou o Gênero:

  • Viagem no Tempo: Uma mecânica central que não era apenas um truque narrativo, mas impactava diretamente o gameplay e as escolhas, com eventos se desenrolando e mudando de acordo com suas ações em diferentes épocas.
  • Combate Ativo e sem Transição: As batalhas aconteciam diretamente no mapa, sem telas de transição, e os inimigos eram visíveis, não aleatórios. Isso tornava a exploração mais fluida.
  • Combos de Habilidades (Techs): Personagens podiam combinar ataques para criar habilidades poderosas, incentivando a sinergia do grupo.
  • Múltiplos Finais: Suas escolhas ao longo da aventura podiam levar a diferentes desfechos, algo raro e inovador na época.
  • Personagens Memoráveis: Um elenco carismático e diversificado, cada um com sua própria história e motivações.

Legado e Influência: Chrono Trigger mostrou que o JRPG podia ser inovador sem abandonar suas raízes. Ele estabeleceu um padrão de excelência em narrativa, gameplay e apresentação que muitos jogos tentam replicar até hoje. É um exemplo de como design inteligente pode criar uma experiência atemporal.

Curiosidade: O desenvolvimento de Chrono Trigger foi tão ambicioso que a Square criou um departamento interno chamado "Dream Team" especificamente para este projeto, reunindo os maiores talentos da indústria japonesa na época.

A Revolução no Combate: RPGs de Ação

Nem todo RPG precisava ser por turnos. Com a evolução da tecnologia, novas formas de combate surgiram, dando origem aos RPGs de Ação (ARPGs), que misturam a progressão e a narrativa dos RPGs com o combate em tempo real.

Diablo (O Senhor do Loot)

Lançado em 1996 pela Blizzard Entertainment, Diablo não foi o primeiro ARPG, mas foi o que o popularizou de forma estrondosa e definiu muitos dos seus elementos mais característicos.

Como Moldou o Gênero:

  • Combate "Click and Kill" em Tempo Real: Simples, direto e viciante. Você clicava para mover, clicava nos inimigos para atacar, tudo em tempo real.
  • Geração Procedural de Masmorras: Cada vez que você jogava, os layouts das masmorras eram diferentes, garantindo uma rejogabilidade infinita.
  • Sistema de Loot Viciante: A queda de itens raros e poderosos (o famoso "loot") era o coração do jogo, incentivando os jogadores a matar mais monstros para conseguir equipamentos melhores.
  • Atmosfera Sombria e Gótica: Um cenário de fantasia sombria com demônios e horror, diferente dos JRPGs mais coloridos.
  • Multiplayer Online Simples: Através do Battle.net, Diablo permitiu que jogadores explorassem masmorras juntos, popularizando o multiplayer cooperativo em ARPGs.

Legado e Influência: Diablo criou um subgênero inteiro de "hack and slash" ARPGs focados em loot. Jogos como Path of Exile, Torchlight, Grim Dawn e até mesmo elementos de Destiny ou Borderlands devem muito à sua fórmula viciante.

Dica: Se você quer entender a origem, Diablo I ainda é um clássico atmosférico. Para uma experiência mais moderna, mas com a mesma essência, Diablo II Resurrected é uma obra-prima remasterizada.

A Volta por Cima: A Era de Ouro dos CRPGs Ocidentais (Novamente!)

No final dos anos 90 e início dos 2000, os CRPGs ocidentais tiveram um renascimento glorioso, combinando gráficos 3D com histórias profundas e sistemas de jogo complexos.

Fallout (Escolhas, Consequências e Um Mundo Pós-Apocalíptico)

Lançado em 1997 pela Interplay (com desenvolvimento pela Black Isle Studios), o Fallout original foi um marco para os RPGs ocidentais, apresentando um mundo pós-apocalíptico com um humor ácido e escolhas morais pesadas.

Como Moldou o Gênero:

  • Cenário Pós-Apocalíptico Único: Um futuro devastado pela guerra nuclear, com uma estética retro-futurista dos anos 50.
  • Sistema S.P.E.C.I.A.L.: Um sistema de atributos (Strength, Perception, Endurance, Charisma, Intelligence, Agility, Luck) que realmente impactava o gameplay, permitindo construir personagens únicos.
  • Escolhas com Consequências Reais: Suas decisões e reputação no jogo podiam mudar drasticamente o andamento da história e como NPCs reagiam a você.
  • Múltiplas Soluções para Quests: Podia-se resolver problemas com combate, diplomacia, furtividade ou inteligência, incentivando a rejogabilidade.
  • Humor Negro e Sátira: Uma crítica social disfarçada em um mundo caótico e divertido.

Legado e Influência: Fallout estabeleceu um novo padrão para RPGs ocidentais com sua profundidade de escolhas, atmosfera inconfundível e sistemas robustos. Influenciou não só a sua própria série (que continua até hoje), mas também jogos como Deus Ex, Wasteland e muitos outros RPGs com sistemas de diálogo e moralidade ramificados.

Curiosidade: O desenvolvimento inicial de Fallout usava o sistema de regras de GURPS, um famoso RPG de mesa, mas a licença foi retirada e a Black Isle criou o S.P.E.C.I.A.L. em seu lugar.

Baldur's Gate (O Renascimento do D&D no PC)

Lançado em 1998 pela BioWare, Baldur's Gate foi um jogo monumental que revitalizou os CRPGs e trouxe as complexas regras de Dungeons & Dragons (2ª Edição) para as massas do PC de uma forma brilhante.

Como Moldou o Gênero:

  • Adaptação Fiel de D&D: Permitiu que uma nova geração de jogadores experimentasse as ricas regras e lore de D&D em um formato digital.
  • Combate Tático em Tempo Real com Pausa: Uma inovação que permitia pausar a ação a qualquer momento para dar ordens estratégicas aos seus seis membros da equipe, combinando a ação em tempo real com a profundidade tática dos turnos.
  • Narrativa Épica e Complexa: Uma história grandiosa em um mundo de fantasia rico, com personagens memoráveis e muitos plot twists.
  • Exploração de um Grande Mundo: A Costa da Espada, cheia de segredos, missões secundárias e personagens para recrutar.
  • Companheiros com Personalidade: NPCs que se juntavam ao seu grupo tinham suas próprias histórias, personalidades, e até interagiam entre si.

Legado e Influência: Baldur's Gate não só cimentou a BioWare como uma das principais desenvolvedoras de RPGs, mas também estabeleceu o padrão para RPGs de grupo isométricos, influenciando jogos como Pillars of Eternity, Divinity: Original Sin e até mesmo os RPGs mais modernos da própria BioWare, como Mass Effect e Dragon Age, com seu foco em companions e narrativa ramificada.

Dica: As Enhanced Editions de Baldur's Gate I e II são a melhor forma de jogar esses clássicos hoje, com melhorias de interface e compatibilidade.

O Mundo Imenso e a Liberdade Total: The Elder Scrolls

The Elder Scrolls: Arena e Daggerfall (A Visão de um Mundo Sem Limites)

Os primeiros jogos da série The Elder Scrolls, Arena (1994) e Daggerfall (1996) da Bethesda Softworks, estabeleceram a filosofia que tornaria a franquia um gigante nos anos seguintes com Morrowind, Oblivion e Skyrim.

Como Moldou o Gênero:

  • Mundo Aberto Gigantesco: Especialmente Daggerfall, que tinha um mapa gerado proceduralmente que era maior do que muitos países. A escala era sem precedentes.
  • Liberdade de Escolha Inigualável: Você não era o "herói predestinado" com um caminho traçado. Podia ignorar a história principal e explorar o mundo, fazer missões secundárias, juntar-se a guildas, comprar casas, ou simplesmente vagar.
  • Sistema de Habilidades Baseado no Uso: Em vez de escolher uma classe rígida, suas habilidades melhoravam quanto mais você as usava (e.g., quanto mais você usava a espada, mais forte seu combate com espada ficava).
  • Perspectiva em Primeira Pessoa: Uma imersão maior no mundo vasto e a sensação de realmente estar vivendo ali.

Legado e Influência: The Elder Scrolls revolucionou a ideia de mundo aberto e liberdade do jogador em RPGs. Sua filosofia influenciou não apenas a própria série, mas também outros jogos que buscam dar ao jogador a máxima autonomia, como Grand Theft Auto (no aspecto de mundo aberto) e muitos outros sandbox-RPGs.

Curiosidade: Daggerfall detinha o recorde do maior mapa de jogo já criado por anos, com uma área de aproximadamente 161.600 quilômetros quadrados e mais de 15.000 cidades, vilas e masmorras para explorar.

A Evolução Contínua e o Legado Duradouro

Esses RPGs clássicos, e muitos outros que não pudemos abordar aqui (como Might and Magic, Planescape: Torment, System Shock, Phantasy Star), não foram apenas jogos em seu tempo. Eles foram laboratórios de ideias, cada um adicionando uma nova camada, um novo sistema, uma nova forma de contar uma história.

Eles nos ensinaram a amar a jornada do herói, a gerenciar um inventário, a escolher entre o bem e o mal (ou algo no meio), a gastar horas subindo de nível e a nos importar com personagens virtuais.

A distinção entre JRPGs (com foco em narrativas lineares e personagens carismáticos) e WRPGs (com foco em liberdade do jogador e escolhas ramificadas) se solidificou, mas ambos os subgêneros continuam a se influenciar e evoluir.

Por Que Jogar Clássicos Hoje?

Você pode estar se perguntando: "Mas Gabriel, por que eu deveria jogar esses jogos antigos com gráficos pixelados e sistemas que parecem complexos hoje?" A resposta é simples e poderosa:

  1. Histórias Atemporais: Muitos clássicos têm narrativas e personagens que resistem ao teste do tempo, com temas universais e emoções profundas.
  2. Design Inteligente: Eles foram feitos com foco em gameplay e sistemas sólidos, muitas vezes com menos "enrolação" e mais foco na diversão e nos desafios.
  3. Entender as Raízes: É como aprender a história da música ou do cinema. Jogar os clássicos te ajuda a entender de onde vieram as ideias que você vê nos jogos de hoje.
  4. Acessibilidade: Com emuladores, remasters e ports para plataformas modernas, muitos desses jogos estão mais acessíveis do que nunca!

Então, da próxima vez que você estiver em uma jornada épica em seu RPG favorito, lembre-se dos heróis e dos visionários que vieram antes, abrindo o caminho para que o gênero se tornasse o fenômeno que é hoje.

Sua Vez!

E você, qual desses clássicos te marcou mais? Ou tem algum outro RPG antigo que você acha que moldou o gênero e que a gente não mencionou? Deixe seu comentário aqui embaixo! Queremos saber a sua opinião!

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Até a próxima aventura!