O surgimento das revistas de videogame e seu papel na cultura gamer

O Surgimento das Revistas de Videogame e Seu Papel na Cultura Gamer

As revistas de videogame foram, durante décadas, um dos principais meios de comunicação entre jogadores, desenvolvedores e a indústria. Antes da explosão da internet, elas eram a fonte mais confiável de notícias, análises, tutoriais e curiosidades. Neste post vamos entender como tudo começou, por que essas publicações fizeram (e ainda fazem) diferença e como elas continuam influenciando a cultura gamer de hoje.


1. Um breve histórico: das primeiras publicações aos clássicos dos anos 90

1.1 As primeiras tentativas (década de 1970)

A primeira "revista" de videogame surgiu nos Estados Unidos em 1979: The Electronic Game. Ela trazia reportagens sobre consoles caseiros, como o Atari 2600, e entrevistas com os criadores dos jogos. A ideia ainda era experimental, mas provou que havia um público ávido por conteúdo especializado.

1.2 A explosão nos anos 80 e 90

Com a popularização do NES e do Sega Master System, publicações como Nintendo Power (EUA, 1988) e GamePro (1991) ganharam força. No Brasil, a primeira grande revista foi a SuperGame, lançada em 1990, seguida por títulos icônicos como Ação Games, Nintendo World e Revista Super Nintendo. Elas traziam:

  • Capa destacando o "jogo do mês" – um gatilho visual que aumentava a venda nas bancas.
  • Guia de estratégias (walkthroughs) – passo a passo para vencer chefões difíceis.
  • Entrevistas exclusivas – contato direto com desenvolvedores que ainda não tinham presença online.

Esses elementos criaram uma comunidade ao redor das publicações, transformando leitores em verdadeiros fãs.


2. Por que as revistas se tornaram essenciais para a comunidade gamer?

2.1 Credibilidade e curadoria de conteúdo

Antes da internet, a informação era escassa e muitas vezes imprecisa. As revistas contavam com jornalistas especializados que testavam os jogos antes de publicar notas e análises. Essa curadoria ajudava o consumidor a decidir o que comprar, reduzindo o risco de "título ruim".

2.2 Dicas e tutoriais práticos

Se você já passou horas tentando descobrir como derrotar o "Metroid" em Super Metroid ou achar a senha secreta de Final Fantasy VII, sabe o valor de um bom tutorial. As revistas ofereciam:

  • Mapas e diagramas – visualizações que facilitavam a navegação nos mundos virtuais.
  • Truques de "glitch" – técnicas avançadas que permitiam acessar áreas escondidas ou conseguir vidas extras.

Essas dicas não só ajudavam jogadores individuais, mas também geravam discussões em salas de jogos e clubes.

2.3 Construção de identidade gamer

A estética das capas, os rubricas "Melhores Jogos do Mês" e "Top 10" criavam um senso de pertencimento. Os leitores se identificavam com as escolhas da revista e compartilhavam opiniões nos fóruns de lan houses. Essa troca de ideias foi o precursor das atuais communities de Discord e Twitch.


3. Curiosidades que você talvez não conheça

Curiosidade Detalhe
Primeira capa "paga" Nintendo Power fez uma capa inteira com um adesivo de "Nível 1" que, ao ser removido, revelava um código de desconto para jogos.
Edições especiais de colecionador Em 1994, a Ação Games lançou uma edição com capa de metal e um cartucho "inserível" que funcionava em consoles reais.
Conexão com a TV Algumas revistas nos anos 90 incluíam códigos de teletexto, permitindo que os leitores acessassem notícias exclusivas na TV.
Primeiro "e‑sport" coberto Em 1995, a GamePro dedicou uma edição inteira ao torneio de Street Fighter II em Los Angeles, considerado o primeiro grande evento de e‑sport.

4. A transição para o mundo digital

4.1 Do papel ao online

Com a popularização da internet nos anos 2000, sites como IGN, GameSpot e Kotaku começaram a oferecer conteúdo em tempo real. As revistas, porém, não desapareceram de imediato. Muitas optaram por versões digitais (PDFs, apps) e mantiveram a estrutura de colunas e reviews.

4.2 O que mudou na produção de conteúdo?

  • Atualização instantânea – notícias que antes levavam semanas agora são publicadas em minutos.
  • Interatividade – enquetes, comentários e vídeos de gameplay complementam o texto.
  • SEO (Search Engine Optimization) – o uso de palavras‑chave como "revista de videogame", "dicas de games" e "cultura gamer" ajuda a alcançar novos leitores via Google.

Para quem ainda busca aquela "receita de bolo" de um cheat code clássico, as versões digitais das revistas antigas ainda são referência. Muitos arquivos foram digitalizados e estão disponíveis em bibliotecas online.


5. Dicas práticas: como aproveitar ao máximo o conteúdo das revistas (e dos seus equivalentes digitais)

  1. Guarde os números antigos – eles contêm informações que ainda valem, como códigos de cheat e mapas detalhados.
  2. Use os tutoriais como base – adapte as estratégias ao seu estilo de jogo; nem tudo funciona da mesma forma em diferentes consoles ou em emuladores.
  3. Participe das comunidades – fóruns e grupos de redes sociais ainda discutem os artigos das revistas; troque ideias e descubra novas dicas.
  4. Acompanhe as edições digitais – elas costumam oferecer conteúdo extra, como vídeos de "making of" e entrevistas exclusivas.
  5. Fique de olho nas listas de "melhores de" – elas ajudam a montar sua coleção de jogos clássicos, uma prática muito valorizada pelos colecionadores.

6. O legado das revistas de videogame na cultura atual

Mesmo com a predominância de YouTubers, streamers e influencers, o espírito das revistas ainda está presente:

  • Curadoria de qualidade – assim como uma boa revista seleciona os melhores títulos, criadores de conteúdo de sucesso filtram o que vale a pena assistir.
  • Formato de lista – top 10, "os 5 melhores segredos" – ainda é o padrão para atrair cliques e manter o público engajado.
  • Valor nostálgico – eventos de "retro gaming" frequentemente exibem capas de revistas como arte de parede, celebrando a história dos games.

Para quem está começando a se interessar por games, entender a evolução das revistas ajuda a reconhecer a importância da pesquisa e do conteúdo bem estruturado, algo essencial para criar um canal de sucesso ou simplesmente melhorar sua jogabilidade.


7. Conclusão

As revistas de videogame foram muito mais que simples catálogos de jogos; foram verdadeiros agentes culturais que conectaram jogadores, educaram novos talentos e solidificaram a identidade gamer. Elas introduziram dicas, tutoriais, curiosidades e notícias de forma organizada e confiável, criando um padrão que ainda influencia a forma como consumimos conteúdo de games hoje.

Se você ainda não tem uma edição antiga guardada ou não acompanha as versões digitais, vale a pena explorar esse universo. Além de nostalgia, você encontrará informações valiosas que podem melhorar sua experiência nos games atuais.

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