Os primeiros jogos de mundo aberto e como eles mudaram tudo

Os Primeiros Jogos de Mundo Aberto e Como Eles Mudaram Tudo

Descubra as raízes dos mundos abertos, curiosidades que poucos conhecem e dicas para aproveitar ao máximo esses clássicos que abriram caminho para os títulos modernos.


Introdução

Quando falamos em jogos de mundo aberto hoje, nomes como The Legend of Zelda: Breath of the Wild, Grand Theft Auto V ou Elden Ring vêm logo à mente. Mas quem imaginou que tudo começou há mais de três décadas? Neste post vamos viajar no tempo e entender como os primeiros jogos de mundo aberto surgiram, quais inovações eles trouxeram e por que ainda influenciam a indústria.


1. O Que é um Mundo Aberto?

Um jogo de mundo aberto (ou open‑world) oferece ao jogador a liberdade de explorar um ambiente vasto sem restrições lineares. Em vez de seguir um caminho pré‑definido, você escolhe quando e como avançar nas missões, descobrir segredos e interagir com o cenário.

Principais características:

  • Mapa grande e conectado
  • Missões opcionais e atividades paralelas
  • Liberdade de escolha (explorar, lutar, negociar, etc.)
  • Ciclo dinâmico (dia/noite, clima, NPCs que reagem)

Esses elementos criam a sensação de imersão total, algo que poucos jogos conseguiam antes dos anos 90.


2. Os Pioneiros do Gênero

2.1 Adventure (1980) – Atari 2600

Considerado o primeiro "mundo aberto" comercial, Adventure permitia que o jogador navegasse livremente por um labirinto de salas. Embora simples, o jogo introduziu a ideia de exploração não linear, inspirando designers por décadas.

2.2 The Legend of Zelda (1986) – NES

Com seu mapa interconectado, vilarejos, masmorras e itens escondidos, Zelda elevou o conceito a outro nível. A possibilidade de retornar a áreas já visitadas com novas habilidades criou o que hoje chamamos de "Metroidvania", um subgênero dentro dos mundos abertos.

2.3 Metroid (1986) – NES

Embora mais focado em exploração vertical, Metroid introduziu o "back‑tracking" premiado, onde novas áreas só se tornavam acessíveis após adquirir itens especiais. Esse design incentivou a curiosidade do jogador, um pilar dos mundos abertos modernos.

2.4 Grand Theft Auto (1997) – PC/PlayStation

A série GTA trouxe a primeira cidade tridimensional totalmente navegável. Sem missões obrigatórias, o jogador podia simplesmente dirigir pelas ruas, causar confusão ou apenas observar a vida urbana. Essa liberdade total foi um divisor de águas.

2.5 Morrowind (2002) – PC/Console

The Elder Scrolls III: Morrowind expandiu a escala para um continente inteiro, com dezenas de facções, missões e segredos. Foi um dos primeiros a combinar história profunda com exploração livre, influenciando todos os RPGs de mundo aberto que surgiram depois.


3. Curiosidades que Você Ainda Não Sabia

Curiosidade Detalhes
Easter egg de "Zelda" Em Adventure existia um bug que permitia atravessar paredes, considerado o primeiro "cheat code" da história.
Inspiração de GTA Os criadores de GTA se inspiraram nos jogos de SimCity e nos filmes de ação dos anos 80 para criar um ambiente urbano crível.
Morrowind e a linguagem O idioma "Daedric" foi criado por um linguista freelance, que escreveu mais de 2.000 palavras para o jogo.
Metroid como "caverna" O designer Kenji Yamamoto descreveu Metroid como "uma caverna gigante que o jogador explora de dentro para fora".
Zelda e a primeira "mapa do mundo" O mapa de Zelda foi desenhado à mão por Shigeru Miyamoto enquanto caminhava em seu bairro, buscando inspiração no layout real.

4. Dicas Para Jogar Esses Clássicos Hoje

  1. Use emuladores ou relançamentos oficiais
    • Plataformas como o Nintendo Switch Online oferecem Adventure e Zelda em qualidade preservada.
  2. Aproveite as comunidades de speedrun
    • Sites como Speedrun.com têm tutoriais detalhados que ensinam atalhos e estratégias avançadas.
  3. Ative o modo "no HUD"
    • Muitos relançamentos permitem desativar a interface, proporcionando uma experiência mais imersiva, como nos jogos atuais.
  4. Explore antes de seguir a história
    • Nos primeiros mundos abertos, segredos são revelados ao simplesmente caminhar por áreas "não marcadas".
  5. Salve com frequência
    • Jogos antigos não têm autosave; usar múltiplos arquivos evita perder progresso ao enfrentar chefões difíceis.

5. Como Esses Jogos Influenciaram os Títulos Modernos

  • Narrativa não linear: A possibilidade de escolher quando avançar na história inspirou narrativas ramificadas em The Witcher 3 e Red Dead Redemption 2.
  • Design de mapa dinâmico: A troca de ciclos de dia/noite em Morrowind evoluiu para sistemas climáticos complexos em Cyberpunk 2077.
  • Economia aberta: A interação com comerciantes em GTA foi aprimorada em Grand Theft Auto V, onde a bolsa de valores e imóveis são parte da jogabilidade.
  • Liberdade de ação: A capacidade de causar caos em GTA deu origem a modos "sandbox" em títulos como Minecraft e Fortnite Creative.

Esses pilares são tão essenciais que hoje são quase requisitos para qualquer jogo que se autodeclare "de mundo aberto".


6. O Futuro dos Mundos Abertos

Embora já tenhamos atingido um alto nível de detalhamento, a tendência é que os próximos jogos:

  • Integram IA para gerar conteúdo: mundos ainda mais vastos, com missões geradas proceduralmente em tempo real.
  • Realidade aumentada (AR): imagine explorar um mundo aberto que se mistura com a sua cidade real.
  • Multiplayer massivo: combinações de MMO e open‑world prometem universos persistentes onde milhares de jogadores coexistem.

Fique de olho nas novidades: projetos como Starfield (Bethesda) e The Legend of Zelda: Tears of the Kingdom já mostram como o legado dos pioneiros continua evoluindo.


7. Conclusão

Os primeiros jogos de mundo aberto foram muito mais que simples aventuras; eles quebraram a ideia de linha reta e abriram caminho para a liberdade total que os jogadores exigem hoje. De Adventure a Morrowind, cada título trouxe uma inovação que, combinada, redefiniu a forma como interagimos com os mundos digitais.

Se você ainda não experimentou esses clássicos, agora é o momento perfeito. Eles são divertidos, cheios de curiosidades e ainda ensinam lições valiosas de design que se aplicam aos jogos atuais.


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